Capitulo 1
Sábado, 21 de junho de 2600 DC, nove horas da manhã, Lisandra abre a janela de seu quarto, respira fundo e põe-se a observar seu bairro, um condomínio fechado com casas idênticas e uma rua arborizada. Veículos motorizados que flutuam pouco acima do solo passam na rua em frente. O clima agradável conseguido com o reflorestamento e a despoluição do ar e dos mares permite que um beija-flor passeie pelas flores do jardim e dos regadores automáticos sendo observado por lisandra com um sorrido entre os lábios.
Seu bairro fica em Cidade de Patynna, capital que carrega o nome de seu País, Patynna.
Patynna é um País prospero e uma das maiores potencias mundial no campo da indústria e tecnologia, no entanto sua agricultura é escassa e a maioria dos alimentos são importados.
Lisandra é filha única de Rita, uma advogada viúva. Estuda astronomia na universidade de Patynna e com 19 anos, é também a mais velha entre seus amigos: Carine, Sérgio e Aloísio.
Ela está eufórica, pois juntamente com outros alunos da universidade, foram contemplados para visitarem e assistirem ao lançamento de um novo projeto de nave espacial que reúne o que há de mais moderno na engenharia espacial.
Pouco tempo depois, muito empolada, ela desce as escadas que dão para a sala de sua casa e dirige-se a sala de jantar onde sua mãe a aguarda para o desjejum.
_ Bom dia mamãe! _ Diz Lisandra beijando a testa de sua mãe. Em seguida acenando com a mão cumprimenta a empregada já apanhando suco de laranja. _ Bom dia Clarice!
_ Bom dia! _ Responde.
Lisandra toma rapidamente um gole do suco, apanha um pedaço de pão e com muita pressa corre em direção a sala. Sua mãe então a indaga:
_ Hei! Espere um momento mocinha. Aonde vai com tanta pressa?
_Preciso visitar o pessoal mamãe, amanhã iremos ver a decolagem da maravilhosa Pantera II, a aeronave mais moderna da historia. Vai ser o máximo! _ Diz voltando-se para sua mãe.
_ Mas você precisa alimentar-se minha filha!
Já saindo pela porta Lisandra responde:
_ Vou comer algo no caminho mami.
_ Volte logo, pois fico preocupada. E deixe a tela-fone ligada. _ Grita Rita vendo Lisandra sumir pela porta. Voltando-se para empregada Rita pergunta:
_ Seus filhos são assim Clarisse?
_ Não senhora dona Rita, são crianças ainda.
_ Mas vão crescer Clarisse... Vão crescer.
Na garagem lisandra entra em seu carro e o computador, uma imagem de mulher, no painel do carro a cumprimenta:
_ Bom dia Senhorita Lisandra.
_ Bom dia Bell. Por favor, leve-me a casa de Carine e faça uma ligação para ela também.
_ Sim, Senhorita Lisandra.
O computador liga o carro que se levanta flutuando a oitenta centímetros do chão. O portão da garagem sobe e o carro sai para seu destino enquanto processa a ligação. Após alguns segundos a imagem de sua amiga Carine aparece no monitor.
_ Ola Lisa, bom dia. Animada para amanhã?
_ Bom dia Cari. É claro que estou animada. Estou indo para sua casa, depois visitaremos os meninos. Você já esta com tudo pronto para amanhã?
_ Claro que sim... Na verdade faltam algumas coisinhas. Não vejo a hora de ver aquela beleza voar.
_ É vai ser legal. Já estou chegando. Beijos.
_ Até mais.
Após Carine se despedir, Lisandra encerra a ligação apertando um botão.
Carine é do curso de biologia e sonha conhecer formas de vida fora da terra. Tem dezoito anos, é filha de pais separados e vive com o pai um medico chamado Luiz Carlos.
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Minutos mais tarde a campainha da casa de Carine toca, o pai dela atende.
_ Olá Lisandra, como estão às coisas? Entre. _ Diz ele fazendo gesto para que Lisandra entre.
_ Obrigada senhor Luiz. As coisas estão ótimas. E o senhor como esta? _ Diz a moça entrando na casa.
_ Estou bem. _ Responde ele fechando a porta.
_ A Carine esta no quarto. Pediu para você subir assim que chegasse.
_ Obrigada Senhor Carlos.
Lisandra sobe as escadas indo até o quarto da amiga, ao chagar encontra amiga sentada na cama arrumando uma bolsa.
_ Hei amiga!
Carine vira-se para a porta, levanta-se e vai ao encontro da amiga. Segurando-a pelas duas mãos puxa-a até a cama onde se sentam e diz:
_ Estou tão animada para ver esse lançamento. Essa nave pode finalmente ser a ligação entre nós e os extra terrestres.
_ você acha mesmo que existe vida inteligente fora da terra Carine?
_ Claro que sim amiga. Talvez eles não tenham tecnologia o suficiente para chegar até nós, mas com a Pantera II poderemos chegar até eles. Ela vai ser a primeira nave tripulada a romper os confins da Galáxia.
_ Pode até ser que haja Cari, mas vamos visitar outras vidas, talvez não tão inteligentes assim...
As duas então terminam a frase juntas em meio a risadas:
_ ... Os meninos.
Lisandra puxa a amiga pela mão e saem do quarto. Elas encontram Luiz na sala.
_ Pai, Lisa e eu vamos visitar alguns amigos. Não sei se volto para o almoço.
Carine se despede de seu pai com um beijo no rosto e saem em direção a porta, Lisandra também se despede acenando.
_ Até logo senhor Luiz.
_ Até logo meninas. Mantenha o juízo.
_ Pode deixar paizão. Diz Carine em alto tom já próximo a porta.
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Na casa de Sérgio ele esta terminando de arrumar as coisas quando ouve alguém bater na porta de seu quarto.
_ Entra.
A porta se abre e sua mãe entra.
_ Começou sedo a arrumar as coisas. Está mesmo ansioso.
_ Não vejo a hora mamãe, afinal, não são todos os dias que temos a oportunidade de ver o lançamento da maior e mais moderna nave da história.
_ É verdade, mas você precisa se alimentar se quiser viver para ver isso. Venha o café esta na mesa.
_ Só mais um minuto mamãe, já estou descendo.
_ Esta bem meu filho, mas ande logo. _Sua mãe sai do quarto e ele volta a preparar suas coisas quando o tela-fone toca, e apanha o aparelho no criado mudo ao lado da cama e abrindo-o vê a imagem de Lisandra.
_ Bom dia Sérgio. Estou ligando para avisar que logo estaremos ai. Estou levando a Carine comigo _ Carine aparece na tela acenando para ele. _ Você poderia ligar para o Aloísio e pedir para ele nos encontrar em sua casa?
_ Ola meninas bom dia. Vou ligar agora mesmo.
_ Legal! Temos muito para conversar. Até logo.
Sergio desliga e inicia uma nova ligação para Aloísio.
Sérgio faz radio comunicação, mas também adora pesquisar sobre o universo. Tem dezoito anos e mora com os pais. Andréias e Fabrício. Sergio não sabe, mas Lisandra carrega uma paixão oculta por ele. Os dois se conhecem desde a infância.
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Aloísio ainda dorme quando o tela-fone toca próximo a sua cama. Um pouco sonolento atende. A imagem de Sergio aparece na tela.
_ Hei Aloísio, perdeu a noção do tempo cara!!!? Sabe que horas são?
_ Bom dia Sergio. Claro que sei.
_ Ata certo... Ó as meninas estão vindo para cá e querem encontrar com você aqui em casa.
_ Beleza, estarei ai num piscar de olhos.
_Certo, estaremos esperando.
Aloísio desliga o tela-fone e prepara-se para sair.
Aloísio é estudante de engenharia e ciências da computação também mora com seus pais: Ana Bela e Euclides. Também tem 18 anos e paixão por tecnologia espacial
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No carro, Lisandra e Carine estão eufóricas e não conseguem falar de outro assunto que não seja a excursão.
_ O que será que vão fazer como teste para a nave Lisa?
_ Não sei Cari. Talvez só a ponham em órbita.
_ Eu adoraria subir com ela. Acho que seria o máximo.
_ Você outras centenas de pessoas queria essa emoção.
A conversa é interrompida pelo tela-fone. Lisandra atende apertando o botão no painel do carro.
_ Oi mãe. Algum problema?
_ Não filha. Só quero saber se você vem almoçar em casa?
_Talvez não tenha tempo mãe, mas comerei na rua, Fique tranqüila.
_ Você sempre come na Rua Lisandra. Quando vai comer como gente?
_ Desculpe mamãe. Prometo melhorar meus hábitos alimentares.
_ Você puxou a seu pai. Sempre correndo e comendo besteiras.
_ Espero mesmo que comece a se alimentar direito. Beijos. Amo você.
_ Também te amo mamãe. Tchau
Após Lisandra desligar, Carine faz um comentário:
_ Nossa Lisa, muito legal seu Computador de Bordo. Qual a marca dele?
_ É um TND 500. O chamo de Bell. O Aloísio fez algumas mudanças nele. Ele controla por ondas de rádio todos os meus equipamentos eletrônicos. Carro, tela-fone, Agenda, mochila entre outras coisas.
_ Puxa vou querer um desses.
_ É possível fazer uma rede com qualquer onda de rádio. Mas esse processador tem um núcleo modificado pelo Aloísio. Estou fazendo testes para ele. Se funcionar, o processador que acumula múltiplas funções o deixará muito rico.
As duas Dão risadas.
_ O mais interessante é que ele só atende minha voz, e isso não pode mais ser alterado. O Aloísio disse que impede roubos uma vez que não há como reprogramá-lo.
_Legal!
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Na Base Aérea da cidade de Reis, ao Sul de Patynna, são feito os últimos preparativos para o lançamento da aeronave pela Doutora Mari Allen, projetista e engenheira da nave. Ela esta na sala de controle terrestre checando equipamentos e anotando em sua prancheta eletrônica quando é surpreendida pelo comandante Vagner.
_ Namorando sua criação Doutora Mari?
_Olá Capitão. _Ela assusta se com a surpresa
_Comandante Doutora... Sou um comandante.
Ele puxa uma cadeira e sentando próximo a um dos computadores começa a manuseá-lo. Doutora Mari reprovando a atitude do comandante, diz abraçando a prancheta eletrônica:
_ Para mim é tudo a mesma coisa.
Ela vira-se e vai saindo da presença dele. Ele gira a cadeira e grita:
_ Você pode não gostar de mim, mas sou eu quem vai dirigir aquela coisa que você criou.
_ Esse é o seu trabalho capitão. Apenas o faça. _ Responde acenando sem olhar para traz.
O comandante por sua vez volta a cadeira para o computador e cruza as pernas sobre a mesa pondo as duas mãos na nuca e exclama consigo mesmo:
_ Você pode não gostar de mim agora Mari, mas um dia irei domar você. Me aguarde.
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